Começa a ser notório que a avaliação que espera os professores nada terá a ver com o DR 2/2008, Para o governo, é fundamental a imagem que passa para a opinião pública e uma imagem vitoriosa da ministra de educação é um enorme sinal político de justeza e de determinação.
A equipa ministerial quer uma avaliação que seja uma realidade irreal, enquanto os professores acham que a avaliação será uma irrealidade real.
A senhora ministra quer uma classificação, mais nada. Que ela seja a tradução fiel de uma realidade, está-se nas tintas. Ponham lá a classificação nos professores que têm que ser avaliados, não interessa como ela é obtida. Escolas, resolvam lá o problema. Sabemos mesmo que a avaliação está a avançar em todas as escolas. Até na minha! Não dou conta dela,
A fachada exterior do processo é aquilo que se publica no DR, na página da DGRHE, no discurso da equipa, na TV, etc. Isto é para consumo da opinião público. O que importa é a face dura da equipa, os sindicatos a clamarem que assim não vale a pena negociar , é a classe docente desdobrar-se em protestos ineficazes Esse é o ambiente desejado pelo ME para consumo externo. Um grande sentido de responsabilidade de estado, a imagem de um Super-Complex
Para dentro das escolas, o desenrascanço é a a palavra de ordem, procurar que alguma documento seja produzido e muita esperança de que ninguém faça ondas. Para as escolas é um super-simplex. Processos simplificados, tudo Bom, quem tiver uma classificação menos boa agora, tem possibilidades de uma rectificação no próximo ano. Só assim se compreende a capitulação dos Conselhos Executivos
Neste momento, tenho dúvidas acerca da parte (ME – professores) que tem um problema para resolver. Inclino-me que seja o ME.
Publicado por a52abrantes
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