Depois do simplex 2

1) As manifestações e greves foram muito importantes. Elas obrigaram a um monumental recuo por parte do ME. Se a opinião pública assim não pensa, não me preocupa muito.

2) Para se assemelhar ao modelo anterior não falta muito ou mesmo nada. Concordo que este simplex não é substantivamente diferente do apresentado pela plataforma. Será zarolhice minha ver deste modo?

3) A execução deste processo para atribuiçãode nota reclamada pela Administração demonstrará que os pressupostos para a melhoria da qualidade do ensino não cabem neste protocolo.

4) A execução revelará as lacunas deste faz-de-conta-que-é-um-modelo e poderá e deverá dar reflexões significativas para o modelo seguinte;

5) Caso não se requeiram aulas assistidas, a questão de referendar a existência dos titulares não se põe por eles não intervirem, ficando tudo na mão do PCE, representante da tutela.

6) Os Muito Bom e Excelente são irrelevantes para aqueles que agora se denominam titulares. Estas classificações apenas podem ser relevantes para os candidatos a titular. Mas, afinal, os não titulares não estão, e com razão, num combate de remover esta divisão de professores? Acreditam, ou não, que esta divisão é para cair?

7) A atribuição de Bom é tão difícil como era o Satisfaz de antigamente.

8) A porta estará aberta para os que defendem a diferenciação e que se querem ver diferenciados.

9) Dizer que os professores revelaram que estão unidos é verdade, dizer que os professores estão a puxar todos para o mesmo lado é uma treta. Nem em 2038 os professores estarão de acordo com um modelo de avaliação.

10) Estive em duas manifestações e na greve, de corpo e alma. Neste momento começo a pensar que a saída é avançar para este faz-de-conta-que-é-um-modelo e usar a prática para demonstrar que se o simplex2 é de exequibilidade duvidosa e não atinge minimamente o desejado, o que seria se o modelo fosse mesmo aquele que estava desenhado.

11) As energias não são infinitas e acho que o modelo está completamente descaracterizado, é, como alguém dizia, cadáver. Em termos de trabalho ad-hoc, isto é, para o efeito da avaliação, a bola está mais do lado do avaliador do que do avaliado. Basta que seja igual a mim próprio e a avaliação seja uma coisa natural.

É preciso pensar…

Uma Resposta para “Depois do simplex 2”

  1. setora Diz:

    No estado em que a coisa está o que há a fazer é ignorar. Eu não entreguei nada. O chefe que cumpra o papel que lhe atribuírem – que nos classifique.

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