O sacrossanto modelo

É arrepiante, siderante, embasbacante, desertificante, talibante e outros qualificantes, existentes ou não, o fundamentalismo com que Maria de Lurdes Rodrigues defende o seu modelo de avaliação. O modelo sobrepõe-se à avaliação. Para quem diz que está aberta ao diálogo é confrangedora esta pobreza de espírito. A abertura deve ser apenas para pôr as vírgulas em mais algum despacho ou para a redacção de algum documento clarificador.

O despacho domingueiro que clarifica a questão das faltas, ou melhor, aquilo que a ministra não quis ler no artigo 22º do Estatuto do Aluno, é sinal de que os níveis de literacia não andam muito elevados pelas bandas da 5 de Outubro, O artigo 22º não foi clarificado porque o que lá está, claro está. O que MLR fez foi alterar a Lei. Os par(a)lamentares que não leram a lei por ocasião da sua passagem por S. Bento, podem agora arranjar um pouco mais de tempo para lerem a asneirada cometida.

Voltando ao modelo, para MLR, aquele tem um valor fetiche ou será antes algum objecto de adorno intelectual especial? É altura de o meter num sítio que toda a gente adivinha.

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