DEZ RAZÕES PARA IR PARA A RUA, A 15 DE NOVEMBRO

  1. Este modelo de avaliação afoga o trabalho mais importante das escolas: aulas bem preparadas para que os alunos cresçam.
  2. Este modelo trucida-me responsabilizando-me pelo abandono escolar e pelo insucesso, factores que não me podem ser imputados de modo unívoco e a apostando em capatazes da avaliação porventura afastados do meu trabalho;
  3. O ambiente criado por este modelo entre professores é destrutivo das relações necessárias ao bom desempenho.
  4. A divisão economicista da carreira de professores, divisão sem qualquer critério de competência ou mérito reais;
  5. O meu protesto pelas condições de aposentação. No dia anterior à publicação da lei que altera a aposentação faltavam-me três anos para a reforma. Passaram a faltar-me 10.
  6. A falta de apoio efectivo à autoridade do professor. Não é enxovalhando o professor que se reforça a sua autoridade, ainda que me passem a mão pelo pêlo, atribuindo-me parte dos louros do sucesso do governo.
  7. Contra o sucesso escolar da estatística, a favor da educação e saber reais. O facilitismo é um balde de trampa em cima do meu trabalho e de muitos dos meus alunos;
  8. A prepotência desta equipa governamental e a sua desonestidade intelectual
  9. Dizer aos sindicatos que professores não são dirigentes sindicais. Os professores sabem o que se passa nas escolas. A maior parte dos sindicalistas não. Se soubessem, não aceitariam a pesporrência do ME.
  10. Quero gritar: deixem-me respirar.

Provavelmente arranjarei mais, muitas dezenas de razões.

O que ganharei se ficar em casa no dia 15 de Novembro? Nada.

O que ganhei em 8 de Março? Muito. Posso acreditar que se em Março fomos 100 mil, em Novembro seremos, pelo menos, 110 mil, contando com os colegas que foram empurrados borda fora através da aposentação penalizada.

 


2 Respostas para “DEZ RAZÕES PARA IR PARA A RUA, A 15 DE NOVEMBRO”

  1. Ana Diz:

    E a lista continua …

    No dia 15 de Novembro, a Lisboa!

  2. setora Diz:

    Ainda bem que voltou.

    E a lista continuuuuua.
    Até 15, em Lisboa.

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