De regresso, com balanço

A minha escola irradia felicidade e não deve pertencer àquele país que muitos blogues e outra imprensa apregoam como o tal onde os professores não têm tempo para preparar as aulas por terem imensas outras coisas que os ocupem. Devo estar uma escola do País das Maravilhas onde Alice era alegre e feliz. Feliz e alegre não pode ser o país de Maria de Lurdes Rodrigues.

Um início atipicamente feliz, sem Conselho Pedagógico inicial e uma reunião tardia, com uma reunião geral de professores onde nada se disse, com aquele trabalho comum, em regime de autogestão, de planificar, de definir critérios de avaliação, em que, para alguns, há umas reuniões que parecem prolongar-se muito para além daquilo que seria sindicável, porventura sem convocatória, porventura proporcionando um horário semanal para além das 50 horas, porventura engordando um bicho que acabará por morrer empanturrado. Um início despreocupado, como convém em ano de visita agendada pela senhora inspecção.

Cheguei ao monstro da avaliação que se está a engordar com comida servida às claras em reuniões e em surdina, naquele ar de conspiração e de cochicho. O monstro cresce, cresce, apesar de alguns sinais de que o seu crescimento está cravado de algumas maleitas que o podem levar à morte, por muito que o criador ou criadores o queiram ver em desfile para imprensa ver.

Baixinho se vai dizendo que o bicho não tem as vacinas em dia nem o seu pedigree teve publicação correcto no diário da nação. Com tantos erros de direito… Os tratadores não estavam devidamente credenciados para o efeito, por a qualidade de reprodução não ser certificada no diário da nação. Aqui há bicho… Pode mesmo a ASAE vir a retirá-lo do mercado pela ausência de credenciais?

Valha a verdade, neste ano vale tudo, menos conseguir trabalhar tranquilamente com os alunos. Vou esquecendo as razões da minha entrada na escola como professor. Alunos? Há pois, também os há!

Às tantas, ainda bem que a minha escola é assim, tão …

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