As razões das boas notas

Julho 4, 2008

Os resultados de Matemática revelam uma subida de de 3.1 valores na média nacional o que representa uma taxa de evolução de +33% em relação ao ano de 2007 e de 71% em relação a 2006!

Notável, em qualquer parte do mundo. Os chineses ficarão assustados quando derem conta que lá longe, num rectangulozinho banhado por um oceano, há algo que evolui de um modo mais favorável que o seu PIB.

Bem elaborado ou mal elaborado, o exame de Matemática do 12º ano de 1ª fase de 2008 foi a prova mais fácil que eu já vi para este ano de escolaridade em muitos anos vividos. Nunca alunos meus tiverem que responder a um teste tão fácil quanto este. Será falha minha que não consegui perceber o carácter minimalista do programa e das recomendações superiores?

Começo a viver um profundo dilema ou trilema: devo procurar manter o nível de exigência, devo baixar o nível de exigência ou devo aumentar o nível de exigência?

Ainda não conheço as classificações dos meus alunos e a correlação que se irá registar entre classificação interna e classificação de exame. Mas tenho a certeza que duas das razões que MLR e a sua equipa apontam para a melhoria de resultados não se aplicam.

  1. O PAM ainda não chegou ao 12º segundo ano e só em 2012 os alunos do plano chegarão ao 12º ano.
  2. Os alunos da minha escola nunca tiveram tão pouco apoio intramuros como no ano que agora finda. Não havia horas de apoio disponíveis na escola para essa ajuda.

Há uma, boa ou má, razão para este boom: a facilidade da prova. Se este for o caminho para o sucesso, que o ME o assuma e deixe-se de tretas.

O ME exulta com o elevado coeficiente de correlação de 0,71. Se a prova fosse menos fácil tal valor seria ainda maior. Numa prova como esta, um aluno razoável consegue ter um desempenho próximo de um aluno muito bom.