É conveniente separar duas coisas neste processo de avaliação.
Por um lado, o processo que tem a ver com o desenvolvimento profissional dos professores e esta discussão que temos tido em torno das fichas, dizendo bem ou mal, tem contribuído para trazer para a ribalta questões esquecidas. Neste aspecto, até o Marco de Buena Enseñanza do Chile tem lugar como um muito bom texto de apoio.
A outra dimensão é processual e esta é que é a verdadeira guerra do ME e aquela que tem suscitado mais discussões entre nós. É gritante a descontinuidade dos normativos. a incoerência, o enxovalhamento a que toda a gente tem sido submetida. Mais ou menos todos os docentes de sentem uns professor(zecos). Incluo aqui os Presidentes de Conselhos Executivos que se revelam umas verdadeiras marionetas nas mãos dos nossos clever boys Valter Lemos e Jorge Pedreira, verdadeiros despachantes das instruções de sua excelência a ministra da Avaliação, MLR.
As duas dimensões não são compagináveis, a não ser no reino do faz-de-conta. Não é possível associar o processo de classificação (processual) com o processo de avaliação no modelo pedreiro-valteriano. As incongruências ocorrem em cada momento, em cada situação real.
As nossas baterias devem ser dirigidas para o combate sobre as questões processuais da classificação, ainda que esse não seja para nós a essência da avaliação, mas é esse o núcleo sine qua non há avaliação para o ME.
Este é o ponto frágil deste processo.
Ataquemos aí, nas nossas escolas, nos nossos blogues, nas nossas manifestações. Impugnemos ou suscitemos incidentes de recusa até há exaustão.
Esta equipa cairá exaurida, sem tempo e disponibilidade para apagar todos os fogos.
Não podemos deixar os PCE’s isolados e saibamos distinguir a discussão de ideias da contestação das pessoas.